Exposição de fotografia “Imagens da Alma Brasileira”

Na terça-feira fui na exposição de fotos do Eduardo Tavares, como momentei no último post. Vim então, falar um pouquinho sobre a exposição para vocês.

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” O que Eduardo Tavaresnos oferece é um panorama de imagens do povo brasileiro, uma visão caleidoscópia da psicologia social de nosso povo, e até das “massas” em que pode transformar-se o povo, de suas reações sentimentais diante de seus ideiais e símbolos entre os quais o de sua bandeira.

À  medida que a nação amadurece, e se empenha por solucionar os desafios que a assediam, a bandeira muda de rosto.

Capta com a lente da objetiva, mesmo que seja a mais aprimorada existente no mundo, registra digitalmente o que anda pelas ruas, e o que nelas expõe, de modo especial a nudez dos sentimentos e emoções de um povo, é contribuir para o nosso auto-conhecimento como nação. Mas não é tudo.

As explosões coletivas podem informar-nos sobre a vida de um povo mais e melhor, dependendo das circunstâncias, do que as elucubrações dos sociólogos e pensadores políticos.

Para isso é necessário ver – não apenas as fotos – o que as imagens sugerem que vejamos. É necessário deter-se nelas, explicitar-lhes os “blow-ups”, as migalhas de lucidez, raiva, fervor, loucura, sonho, pesadelo, que se alojam no seu habitat neuronal.

O fotógrafo ajuda-nos a atingir esse objetivo. A mera técnica já possui sua importância. Com ela: a angulagem, as malícias profissionais, os buracos-de-fechadura. São tais pormenores que compeltam as fotos, coma vantagem de parecerem exercícios lúdicos.”

– Armindo Trevisan

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“Numa jovem cara pintada, no dorso de um índio no Quarup, num posto BR no Acre, nas mãos de um menininho na Avenida Paulista, numa praia Laguna, quando o pescador que empurra um barco com as cores da pátria parece dizer com seu gesto: vai, Brasil”

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” De repente, sem nem receber ordem nenhuma, o povo toma esta bandeira e sai com ela nos ombros. Chove, faz sol, o povo ri, chora, mas vai em frente e da bandeira não larga.

Eduardo é o único fotógrafo a registrar a cena e, pelos próximos anos, foi como que abalroado por ela. Diz que viu, naquele gesto, o Brasil tomando sobre os ombros sua própria cidadania, assumindo, pra valer, o seu verde e o seu amarelo.”

– Carlos Moraes

Um pouco sobre o fotógrafo:

  • Eduardo Tavares é natual de Porto Alegre;
  • Fotógrafo desde 1979;
  • Graduado em Jornalismo pela UFRGS;
  • Entre 1992 e 1998 foi professor de fotografia no curso de Comunicação Scial também na UFRGS;
  • Em Porto Alegre trabalhou na COOJORNAL, no jornal O Globo, na BlochEditores (revista Manchete), no joral Correio do Povo e no jornal Diário do Sul;
  • Em Brasília trabalho como fotógrafo da revista Veja;
  • Em São Paulo foi editor de fotografia da revista de bordo da TRANSBRASIL;
  • Em 1992 (em Porto Alegre), criou a Lumen Comunicação, uma agência de fotográfica e banco de imagens com mais de 60.000 imagens do Brasil e exterior , de sua autoria.

Quem  quiser conferir um pouco mais da exposição ela estará aberta ao público dos dias 11/06 à 07/09 no Centro Histórico Cultural Santa Casa.

Espero que tenham gostado.

Beijinhos e até mais!!!

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